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Resenhas
Família Batatinha Sacode o Pelourinho

FILHOS E NETOS DO SAMBISTA BATATINHA REVIVEM SUA OBRA PRIMA

 

Grupo Batata Acústica se apresenta na terça-feira no Clube do Samba – Pelourinho

 

O Clube do Samba da Bahia, juntamente com o produtor Luciano Anes, apresenta nesta terça-feira (26), a partir das 18h, no Espaço Clube do Samba, o grupo Batata Acústica,  formado por filhos e netos do renomado cantor, compositor Oscar da Penha, mais conhecido como Batatinha. A apresentação é composta por músicas, curiosidades e “causos” do cantor que foi também gráfico, produtor cultural,pai de nove filhos e parceiro e conselheiro de boa parte dos compositores da Bahia. O Clube do Samba da Bahia fica no Largo do Terreiro de Jesus, 05, fundos, Pelourinho. O ingresso para a apresentação custa R$ 10,00 (dez reais).

 

O grupo Batata Acústica é um regional formado pelos filhos de Batatinha e tem a participação de Jorge, Bandolim e voz; Antônio Galo, Percussão e voz; e Gabriel, Violão e voz. Eles aprenderam desde muito cedo a gostar de samba e dos mistérios do ritmo. A casa onde moravam no Pelourinho, no Beco do Mota, até hoje celeiro de samba na cidade, era comumente freqüentada por parceiros históricos de Oscar da Penha, gente como Ederaldo Gentil, Edil Pacheco, Riachão, Walmir Lima entre outros tantos eram figuras habituais, que logo, logo se tranformavam em tios ou padrinhos dos garotos.

 

“Aprender novos sambas daquela turma de amigos de meu pai era a brincadeira que eu e meus irmãos mais curtia”, quem não sabia cantar o samba inteiro bebia água”, relembra Antonio Galo. “ Nos vimos na prática o verdadeiro samba de raiz que se fazia na Bahia. Nossa casa era freqüentada por gente que a gente não conhecia, pessoas importantes da sociedade, mas que gostava e valorizava bastante o samba que meu pai fazia com seus companheiros”, acrescenta. Os jovens foram se criando no meio do samba e até hoje a maior parte tem no samba um legado importante em sua vida.

 

GRUPO BATATA ACÚSTICA

O grupo foi formado em 2001 por iniciativa do cantor, músico e compositor Jorge Batatinha que retornava de uma estada na Europa onde permaneceu  por seis anos, fazendo shows com a mãe do sambista Dudu Nobre. Voltando ao Brasil permaneceu por três meses no Rio de Janeiro, quando tocou para Dudu Nobre e outros artistas. Por iniciativa do músico Luciano Anes foi encorajado a dar segmento ao trabalho do Pai, Oscar da Penha. Para fazer essa divulgação seria necessário um nome que vinculasse diretamente à imagem do pai, dessa forma o regional criado com a participação do Irmão e Filho, ganhou o nome de Batata Acústica, numa clara alusão ao Batatinha. Muito diferentemente do que ocorre com outros artistas que não deseja ter sua imagem relacionada aos seus familares, o grupo Batata Acústica tem como missão a perpetuação do trabalho de Oscar da Penha, o Batatinha o que faz com extrema maestria. Além dos trabalhos conhecidos e gravados e regravados, o grupo toca temas inéditos do compositor e outras canções inspiradas na vida e na obra do artista.

 

APRESENTAÇÕES

O grupo se apresenta em locais e eventos que tenham sentido ou promovam o samba de raiz e para isso, vem buscando apoio para realizar regravação e relançamento de musicas de Batatinha com os parceiros Ederaldo Gentil, Edil Pacheco, Riachão e Roque Ferreira.

 

O JOVEM OSCAR DA PENHA.

Batatinha, ou melhor, Oscar da Penha, nasceu em Salvador, na Maternidade Climério de Oliveira, em 5 de Agosto de 1924. Filho de família pobre, e numerosa (9 irmãos), morava no Pelourinho, bairro de onde nunca sairia em toda a sua vida.

 

Logo cedo o menino Oscar e seus irmãos ficaram órfãos por parte de pai. Aos dez anos foi trabalhar numa marcenaria para ajudar a família. Ali ficou até os 14 anos quando ingressou como office-boy no "Diário de Notícias", jornal do grupo dos "Diários Associados", de Assis Chateaubriand. Após atingir a maioridade, foi promovido a auxiliar tipográfico. Trabalhou também no periódico “Estado da Bahia”, sendo depois, como profissional de gráfica (prelista emendador), admitido como funcionário público da Imprensa Oficial (hoje Empresa Gráfica da Bahia), função que manteve até a sua aposentadoria. Era casado com Marta dos Santos Penha e juntos tiveram nove filhos.

 

Desde os 15 anos já compunha suas músicas, mas começou na carreira artística no rádio, inicialmente como cantor em 1944, levado pelas mãos do pernambucano Antonio Maria, que estava chegando a Salvador para dirigir a Rádio Sociedade da Bahia, emissora do grupo dos "Diários Associados" do famoso jornalista Assis Chateaubriand.

 O programa era intitulado "Campeonato do Samba". Observando o jovem Oscar cantarolando coisas inéditas suas, e de artistas da época, especialmente do cantor paulista Vassourinha, o futuro autor de "Ninguém me ama/ninguém me quer.." é o primeiro a lhe incentivar a mostrar suas composições. A partir de então, Oscar da Penha tornava-se um participante ativo desse mundo do rádio, concorrendo como calouro e como compositor. Foi assim que tirou um segundo lugar cantando 212, um samba de Roberto Martins e Mário Rossi.

 

ÉPOCA DO RADIO.

Àquela época o rádio era o ponto central das atenções das pessoas, sendo a Rádio Nacional do Rio de Janeiro, um modelo de inspiração para todo o país. Por sua vez, a Rádio Sociedade da Bahia era uma das mais importantes do Norte/Nordeste, possuindo um cast de locutores, operadores, atores, cantores e até uma orquestra sinfônica. Os sambas de Oscar da Penha passaram então a fazer parte do repertório dos programas da emissora.

 

SURGE O NOME BATATINHA.


Esse episódio tem uma história curiosa e que demonstra a grandeza do Sr Oscar da Penha. Por causa das suas vitórias nesses concursos de sambas, os seus admiradores passaram a lhe elogiar, dizendo: "Oscar da Penha, você é batata!" (expressão que seria semelhante a bamba na gíria carioca). Determinada noite, o compositor e locutor Antonio Maria, em um dos programas, anunciou: "E agora senhoras e senhores, ouvintes da Rádio Sociedade da Bahia, o compositor Oscar da Penha, o nosso Batatinha!". Outras versões dizem que o apelido dado pelo compositor de "Menino Grande" teria sido apenas "o Batata", e que o Oscar da Penha, na sua humildade, teria retrucado: "Não sei se sou batata, acho que sou apenas uma pequena batata, uma batatinha". Daí teria vingado o seu nome artístico – Batatinha - a partir de então, referência para o mundo do samba baiano. Esta última versão foi confirmada pessoalmente pelo próprio compositor, em entrevista concedida ao produtor Fernando Faro, no programa "Ensaio" TV Cultura, SP, acrescentando que o Antonio Maria, com este apelido, fazia também uma alusão ao cantor paulista Vassourinha, que era o sambista preferido do Batatinha, quando este se apresentava como calouro.
Oscar da Penha, o Batatinha, fazia suas músicas, desde a década de 1940, entretanto, a primeira gravação em disco dos seus sambas só aconteceria em 1960, através do cantor carioca Jamelão.

Isto se deu pela amizade que “o eterno cantador dos sambas-enredos da Mangueira”, mantinha com os compositores baianos, desde que passara a visitar, com freqüência, a cidade de Salvador, especialmente durante os festejos de Iemanjá, no bairro de Amaralina.

Ciceroneado pelo também saudoso cantor e compositor baiano, Tião Motorista , àquela época motorista de táxi, Jamelão viria a conhecer todos os sambistas de Salvador da época, e entre eles, Oscar da Penha. Dessa amizade sairia a promessa de gravar uma música do Batatinha. De volta ao Rio de Janeiro, levando na bagagem um repertório de sambas dos, baianos, o intérprete favorito de Lupicínio Rorigues, escolheu para gravar “ Jajá da Gamboa”.

(Jajá da Gamboa)

Mas a cabrocha é boa
Apesar de ser coroa
Mas o Jajá da Gamboa
é o dono da situação
Ela é que dá boa vida
não é feito a margarida
Foi a bomba caída
que você veio estourar na minha mão
Mas a cabrocha é boa
Apesar de ser coroa
Mas o Jajá da Gamboa
é o dono da situação
Ela é que dá boa vida
não é feito a margarida
Foi a bomba caida
que só veio estourar na minha mão
Mas o Jajá é um desses tipos alucinado
Queria um dia para comprar um televiosionado
Não tendo mais o que arrancar da criatura
então lhe pediu a dentadura
dizendo que o prédio havia lhe sarfado
Pois dessa vez a cora não pôde concordar com o Jajá)

Serviço

Apresentação do Grupo Batata Acústica

Dia: 26 de março de 2013 (terça-feira)

Local: Espaço Clube do Samba ( Largo do Terreiro de Jesus, 05, Fundos)

Referência:  porta de acesso ao lado do bar “ O Cravinho”

Horário: 19 horas;

Ingresso: R$ 10,00

Censura: 14 anos;

Duração: 120 minutos;

Conveniência: Mesas e cadeiras, serviço de bar com garçon, espaço 60% coberto

.
Informações: (71) 86131345 Luciano Annes
 


Comentários
# 1  -  wagner black - wagnerblack87@hotmail.com   29/3/2013  -  Nota: 10
parabens wilson e parabens luciano anes pelo projeto!!tenho certeza que com a boa vontade e a inteligencia de vcs,a bahia vai conhecer a autentica musica popular brasileira.

# 2  -  QMD97xNoqo - stww61b41@gmail.com   26/10/2015  -  Nota: 3
Texto em avaliação

# 3  -  lbYmyp4PIaYz - kbbggyg1@yahoo.com   26/10/2015  -  Nota: 6
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# 4  -  jfnWsCDWw - 4542wohy6@yahoo.com   26/10/2015  -  Nota: 1
Texto em avaliação

# 5  -  tomjkI58s6 - pb9qrr6n@yahoo.com   26/10/2015  -  Nota: 6
Texto em avaliação

# 6  -  Bradley - lucas2d44@gmail.com   26/10/2015  -  Nota: 7
Texto em avaliação

# 7  -  Mark - mark3qf527@hotmail.com   12/5/2016  -  Nota: 9
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